Não seria exagero dizer que o Silverchair deve sua carreira à música "Tomorrow". Não apenas por ter se tornado o mega hit do grupo - que inclusive recusava tocá-la nos tempos mais recentes -, mas porque foi com ela que o grupo venceu um concurso na SBS (rede de TV autraliana), e foi rapidamente fisgada pela Sony, que tratou de bancar o disco dos moleques.
Imagine voltar a ter 15 anos de idade. Se você ainda não atingiu essa idade, então acho que a história pode lhe servir de incentivo. Pois foi com essa idade que esses garotos conseguiram escrever uma música que cativaria o mundo do rock, tornando-se # 1 na parada americana. Agora, é claro, todos nós sabemos que o Silverchair conseguiu isso com o seu single, e que seria o passaporte para a fama, "Tomorrow". Tudo começou na Austrália, quando uma versão demo da canção foi ao topo das paradas. Mas logo que a banda lançou seu debut, Frogstomp, "Tomorrow" se tornou um enorme sucesso nos Estados Unidos também. Este single pavimentou o caminho para o Silverchair se tornar a maior banda fora da Austrália, somente aos 15 anos de idade.
Frogstomp é um disco diretamente grunge. Talvez por isso, seja correto afirmar, que ele tenha chegado atrasado ao mainstream. Isso porque, Frogstomp foi lançado em 1995, momento em que o grunge começava a se dissipar - muito devido à morte pré-matura de Kurt Cobain. E as bandas mais tradicionais do movimento começavam a perder um pouco a força do impacto inicial. O público da cena envelhecia e o rock começava a dar espaço para o britpop. O Silverchair surgiu como uma fagulha para o movimento, e algumas bandas vieram na mesma onda - com um pouco menos de evidência -, e acabaram sendo incluídos num rótulo chamado post-grunge.
O Silverchair, com Frogstomp, tornou-se uma das mais bem sucedidas bandas pós-grunge de todos os tempos. A banda conseguiu criar música cativante, sem perder a influência do grunge sujo - caracterizados por bandas como Pearl Jam e Nirvana.
O Silverchair, com Frogstomp, tornou-se uma das mais bem sucedidas bandas pós-grunge de todos os tempos. A banda conseguiu criar música cativante, sem perder a influência do grunge sujo - caracterizados por bandas como Pearl Jam e Nirvana.
No entanto, ao contrário de Cobain, Daniel Johns tocava guitarra e cantava com muito mais seriedade. Ou seja, ele não utilizava a guitarra de uma forma desleixada, que acabou se tornando marca do líder do Nirvana.
A primeira do disco, "Israel's son" já mostrava a precocidade técnica dos garotos. A música abre com um riff de baixo lento, invadido pela guitarra suja de Daniel, que canta sobre ódio. No entanto, a música permite que toda restrição e tensão construída, seja quebrada por um ritmo lento, solto, arrastado. Isso seria uma grande marca de Frogstomp, e, que também era uma forte evidência da influência de Nirvana e Alice In Chains (pós 92).
O mesmo acontece em "Faultline", que no início é como uma uma canção de rock típica, com guitarra limpa, em versos, que acaba se transformando em um clímax poderoso, com guitarras distorcidas no refrão. O interessante é que o disco mantém uma proposta muito bem definida. Todas as músicas tinham um forte potencial para o mercado da época. A voz de Daniel Johns era de fato muito comercial, e as letras, tidas por ele como fictícias, ajudavam.
A produção do disco é outro destaque à parte (ele foi produzido por Kevin Shirley). A masterização é ensurdecedora, e até hoje podemos dizer que o disco se encontra num dos mais altos volumes que já se teve notícia.
Frogstomp foi todo composto por Daniel Johns e pelo baterista Ben Gillies. Além dos dois, há o baixista Chris Joannou. E com esse petardo a banda veio ao Brasil pela primeira vez, no Close Up Festival, em 1996. Época em que a música "Pure Massacre" era uma febre nas rádios e MTV.
O disco foi platina duplo nos EUA, e alcançou a segunda posição nas paradas da Billboard. Hoje ele ainda é conhecido como o disco "grunge" do Silverchair, mesmo que "Freak Show", de 1997, também traga resquícios do estilo.
A produção do disco é outro destaque à parte (ele foi produzido por Kevin Shirley). A masterização é ensurdecedora, e até hoje podemos dizer que o disco se encontra num dos mais altos volumes que já se teve notícia.
Frogstomp foi todo composto por Daniel Johns e pelo baterista Ben Gillies. Além dos dois, há o baixista Chris Joannou. E com esse petardo a banda veio ao Brasil pela primeira vez, no Close Up Festival, em 1996. Época em que a música "Pure Massacre" era uma febre nas rádios e MTV.
O disco foi platina duplo nos EUA, e alcançou a segunda posição nas paradas da Billboard. Hoje ele ainda é conhecido como o disco "grunge" do Silverchair, mesmo que "Freak Show", de 1997, também traga resquícios do estilo.
Ouça: "Tomorrow"

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