A década de noventa não serviu apenas para revelar novas tendências, mas também para resgatar artistas em decadência artística, principalmente veteranos como Ozzy Osbourne, AC/DC e esta banda em questão.
Vinte anos após o seu primeiro disco (Aerosmith, de 1973), o Aerosmith era finalmente alçado para a fama, de uma forma improvável e inesperada. Se Pump, lançado em 1989, é a ressurreição do grupo - pois vendeu 9 milhões de cópias e rendeu o primeiro Grammy a banda -, Get A Grip é o batismo de mega-banda.
Vinte anos após o seu primeiro disco (Aerosmith, de 1973), o Aerosmith era finalmente alçado para a fama, de uma forma improvável e inesperada. Se Pump, lançado em 1989, é a ressurreição do grupo - pois vendeu 9 milhões de cópias e rendeu o primeiro Grammy a banda -, Get A Grip é o batismo de mega-banda.
Incrível, como uma banda de geração setentista pôde dominar o mundo em plena década de inserção roqueira, onde a porteira para os novos caminhos estava escancarada. Assim sendo, uma banda mais tradicional não seria a aposta mais convencional. Ainda mais, porque eles não eram a imagem da rebeldia, ou da juventude que brotava de forma desordenada e ao mesmo tempo visceral, dos fatídicos anos noventa.
Por isso mesmo, evidencia-se como Get A Grip é um discaço. Já na abertura do disco, encontramos um dos principais motivos da volta do grupo ao mainstream: a mistura do rock com o rap. A grande evidência do Aerosmith nos anos 80, começou quando o grupo RUM DMC (grande nome do rap) lançou no mercado uma versão de "Walk This Way" - com a participação do próprio Aerosmith. A homenagem alcançou o topo das paradas, e a banda veio junto. Mas voltando ao disco, é apenas um fraseado de rap, que abre caminho para rockões como "Eat The Rich" - uma das melhores do álbum.
O grande trunfo do disco, certamente é a energia contagiante das músicas. Todas elas, ou pelo menos a maioria, tem uma sonoridade que contagia o ouvinte, muito pela fórmula riff bem tramado+refão simples. Isso pode ser constatado nas audições do mega hit e vencedora de um GRAMMY, "Livin' on The Edge", ou da fortíssima "Shut Up And Dance".
Outra que também foi responsável por mais um GRAMMY para a banda, foi a balada "Crazy", mas o grande clássico do disco, é, certamente, "Cryin". Essa canção é de longe a mais popular do disco, e quiçá, do grupo. O interessante é que em meio às guitarradas competentes de Joe Perry, com suas levadas "levanta-defunto", encontra-se jóias de extrema beleza como "Amazing" - uma sensacional balada, levada por acordes de piano e interpretação fantástica de Steven Tyler.
Get A Grip também foi responsável pela popularidade das jovens Alicia Silverstone e Liv Tyler (filha de Steven Tyler, na época menor de vinte anos de idade), que hoje são conhecidas atrizes Hollywoodianas. As "meninas" participaram dos vídeo-clipes do grupo nessa época, e ajudaram a forte veiculação deles na MTV mundial. O sucesso do disco aqui no Brasil, rendeu ao grupo o posto de Headliner do Hollywood Rock, em 1994, com shows memoráveis.
Ao todo, Get A Grip vendeu cerca de 13 milhões de cópias, ganhou dois GRAMMYs, alcançou o primeiro lugar da Billboard, e o mais importante, apresentou um grupo veterano à uma geração juvenil. A banda ainda teve fôlego para um último suspiro, 4 anos depois, no excelente Nine Lives. Depois disso, coletâneas em massa, e dois lançamentos sem tanto destaque.
Não seria exagero dizer que o Aerosmith foi uma das bandas mais rentáveis da década de noventa. Eles dominaram todas as paradas por praticamente cinco anos consecutivos, o que acabou transformando a banda em ícone maior do rock. A fórmula da juventude não foi descoberta, mas certamente é algo meio "Get A Grip".
Ouça: "Livin' On The Edge"

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